Pat na Amazônia

29.6.04


Algumas anotações breves sobre a primeira noite do Festival Folclórico de Parintins: Pedro, que me acompanha nesse início de viagem, fez umas fotos bem bacanas das cunhãs poranga, sinhazinhas da fazenda, pajés e tribos. Deixo vcs na curiosidade porque a conexão está bem lenta: congestionamento aqui acontece física e ciberneticamente.
O Garantido entrou quase duas horas após o previsto, porque faltava encontrar os jurados. Esse atraso é típico de primeira noite, comenta um jornalista de A Crítica, empresa de hegemônica na mídia local. As alegorias gigantescas trouxeram uma réplica da catedral de Nossa Senhora do Carmo e a própria madona carregava o boi Garantido. Na lenda amazônica do Juma, um incêndio de verdade contou o destruir pelo fogo da floresta. Rapidamente os bombeiros apagaram as labaredas. Mais tarde, o cheiro de fogo era de peixe assado pelo ribeirinho.
Caprichoso entrou lá pelas duas da manhã e a apresentação só acabou às cinco com a lenda do boto, menos forte que o Juma de fogo. Em contrapartida, estava muito mais coerente o ritual de passagem indígena das escarificações. A cunhã poranga caprichosa veio numa fantasia belíssima, a garantida teve um problema na cabeça de águia, que despencou para trás.
Lá pelas altas horas, um repórter da televisão japonesa balançava os braços com a galera. E o pessoal da imprensa, ainda que discretamente, cantou junto com o garantido David Assayag o bordão que celebrizou o bumbá para o mundo: Vermelhão, no curral...


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