Pat na Amazônia

26.9.03


sim, faz uma eternidade que estou desblogada, desplugada. É o projeto do doutorado, é a besta vida dura - afinal não chegamos no patamar evoluído da desmonetarização total da economia, segundo um seriado de ficção científica só no século vintetrês trabalharemos apenas para nossa evolução e dinheiro será coisa do passado...

ontem lia o chatésimo Deutsche Post, que tem parágrafo de quinze linhas e frase de seis linhas sem vírgula, não vem me dizer que isso é o alemão, porque o pior era que em tanto palavrório não vinha a notícia muito menos a cena viva. Até que, no meio de tanta pasmaceira, encontrei uma pagineta de fait-divers. Um deles merecia virar conto poético:

uma vaca despencou de um precipício sobre um carro. Nada passou com as pessoas dentro do veículo e o seguro pagou todas as despesas de recuperação da lataria. No fim do texto, um inacreditável 'não se sabe o que se passou com a vaca'. Como assim? ela morreu, oras! o que não se sabe é se ela cometeu suicídio por causa do chifre do touro ou por causa do medo do matadouro, afinal provavelmente estava fora do tempo de produção de leite e bezerro. Ou não quis chegar à velhice bovina e saltou feito Thelma-Louise? ou estava perseguida por guerrilheiros colombianos?

Sobre morte de bovinos, ver Amarelo Manga. Se alguém ainda gostar de picanha depois daquela cena do matadouro, puxa vida.


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