Pat na Amazônia

30.7.03


depois de problemas em Blogger (preciso revisar esses acentos aí de baixo, by now habe ich no free time at all, keine Zeit aber in meiner Zeit habe ich genug Zeit. Ach so. Schlecte Zeiten. Oma ist weg gegangen, minha voinha se fué e dói meu coração pela ausência, aquela coisa bem egoísta de quem nunca sabe lidar com a morte, por mais que se diga espiritualista e sabendo ela estar em bom lugar - com Villa e a Bachiana em Mi Bemol, valeu, hem?, compor depois de tanto tempo bestando aí no Paraíso. Eu no Paraíso paulistano tenho ainda muito que fazer, mais ainda que não fazer, e principalmente muito o que centrar e aprender.
Crescer dói. Dói na bunda injeção, dói na garganta grumelos de infecção, dói no ouvido o mi bemol entupido, dói na cabeça a poeira mental, dói no coração a ausência a incompreensão e a solidão. Parece texto dos meus aluninhos, né? De repente crente que mui madura aos trinta me vejo adolescente e mesmo criança e quem sabe velha demente. O Tempo-Espaço é pura ilusão, Maya, Matrix.
E quem é legal vai pra índia ainda índia, indiara, indiará, inda canto minha estrela do andirá.


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2.7.03


Abaixo a insônia, viva a feira
Eita... mais uma noite sem dormir. Também, cochilei a tarde toda – umas três horas, acho. Esse negócio de viajar longe de barco altera todo o ritmo circadiano (fora a alimentação). Dia 11/07 vou fazer a festa na feira paulistana: dona Japa me guarde a minha rúcula italiana caríssima, acho que vou querer também aquele tomate orgânico divino, eram exorbitantes seis reais, preço do quilo de fruta importada... E o yakón do Ricardo? Esse custava apenas um real. O shiitake, ele também fazia a um preço camarada. Dele compro também abobrinha, cenoura e berinjela. E a tapioca de Noca, que nunca mais vi? A daqui é diferente, fininha e enrolada na manteiga, sem coco, ou imensa e com coco, castanha, tucumã em Rio Preto da Eva – só lá…
Na feira do Paraíso, encontro o baiano de Juazeiro, que me insiste a levar manga – mas ta fora da época, seu moço! – mas vem da Bahia, lá ainda ta dando muito, é esse clima doido mesmo. (Acho que agora não tem mais manga não, esse diálogo aí era em fins de maio).
25 de junho. Chove em Santarém. Cheguei às três da manhã achando que era meia-noite. Até banhar, lavar roupitchas íntimas, passar creme, quase cinco. Não estivesse chovendo ia fazer fotos do Tapajós ao amanhecer (rio que, no domingo, atravessaria em Alter do Chão, uma experiência divinamente deliciosa que me deu gostinho de quero mais).
A cidade parece bonita pelo que proclama a revistinha local – e é muito linda, de fato, faz jus ao título Pérola do Tapajós. Minha chegada foi pelo porto interestadual. É, mana, aqui é o Pará (ou o Tapajós, como veremos adiante), não se esqueça disso. Parintins ficou pra trás. Boi nada. O ritmo internacional da Amazônia é o brega. E os santarenos importaram a receita parintinense e criaram um Çairódromo para o seu Çairé. Isso mesmo, com ce cedilha, foi algum turco que veio pra cá e botou a cedilha logo na frente? Ou um desatento letreiro sem revisor que lhe botasse o prumo ortográfico?

Mocorongo é o santareno
em santareno
Mocorongo é o argentino
segundo o bebo potiguar
- sou italiano
Mocorongo é a mula, a anta
e todo animal de estupidez
no entender do sudestino
(puro preconceito!)

Sejamos todos bem-vindos à terra mocoronga!


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